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sábado, 28 de março de 2015

Podas de árvores indiscriminadas nos Centros Urbanos: Questão de Estética e também de grande perigo ao Meio Ambiente!

Conheça alguns dos perigos ao meio ambiente relacionados às podas de árvores (indiscriminadas) nos centros urbanos.

>>> Podas de Árvores <<<

(1-imagem da internet*)
A poda, na arborização urbana, visa basicamente conferir à árvore uma forma adequada durante o seu desenvolvimento (poda de formação); eliminar ramos mortos, danificados, doentes ou praguejados (poda de limpeza); remover partes da árvore que colocam em risco a segurança das pessoas (poda de emergência); e remover partes da árvore que interferem ou causam danos incontornáveis às edificações ou aos equipamentos urbanos (poda de adequação).

A poda de formação é empregada para substituir os mecanismos naturais que inibem as brotações laterais e para conferir à árvore crescimento ereto e à copa altura que permita o livre trânsito de pedestres de veículos.

A poda de limpeza é empregada para evitar que a queda de ramos mortos coloque em risco a integridade física das pessoas e do patrimônio público e particular, bem como para impedir o emprego de agrotóxicos no meio urbano e evitar que a permanência de ramos danificados comprometa o desenvolvimento sadio das árvores.

A poda de emergência, a mais traumática para a árvore e para a vida urbana, é empregada para remover partes da árvore que colocam em risco a integridade física das pessoas ou do patrimônio público ou particular.

A poda de adequação é empregada para solucionar ou amenizar conflitos entre equipamentos urbanos e a arborização. É motivada pela escolha inadequada da espécie, pela não realização da poda de formação, e principalmente por alterações do uso do solo, do subsolo e do espaço aéreo.

A substituição do uso residencial do solo com recuo da edificação pelo uso comercial sem recuo da edificação, assim como o alargamento do leito carroçável com redução da largura do passeio público e/ou do canteiro central, causou e tem causado conflitos entre a nova situação e a arborização pré-existente.

Conflitos semelhantes são estabelecidos com a instalação de redes aéreas e subterrâneas em áreas já arborizadas, mudando assim o uso do subsolo e do espaço aéreo.

Deste modo, a prevenção da poda de emergência somente em parte pode ser atingida com o plantio adequado.


Para maior alcance, é necessário um amplo planejamento da arborização, envolvendo a observação das normas existentes e o adequado uso do solo, do subsolo e do espaço aéreo. 

[...] 1.4.1 - Espécies com repouso real

São espécies decíduas que entram em repouso após a perda das folhas.

A melhor época para a poda é compreendida entre o início do período vegetativo e o início do florescimento.

A época em que a poda mostra-se mais prejudicial à planta é compreendida entre o período de pleno florescimento e o de frutificação.

A poda irregular é considerada crime ambiental de acordo com legislação federal.

Lei federal 9.605/98
Decreto federal 3.179/99
Medida provisória 2.163-41/01

Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente (Lei do Meio Ambiente, de Crimes Ambientais, da Natureza).
  
[...] IX - AVIFAUNA E PODA

Muitas vezes a nidificação das aves não é equacionada durante o processo de poda das árvores. É importante lembrar que pela Lei de Crimes Ambientais (lei 9605/98, art.29, x 1° incisos I e II), tanto as aves silvestres quanto seus ninhos estão protegidos e, portanto, não podem ser removidos. Dessa forma, o correto é evitar a poda das árvores que estiverem sendo utilizadas para a reprodução das aves, salvo os casos de poda emergencial, onde o manejo não pode ser adiado e seria plenamente justificado. 

O período de reprodução das aves, no Brasil, é variável entre as espécies sendo difícil fazer uma associação entre as estações do ano e o ciclo reprodutivo. 

O fator preponderante que condiciona a reprodução é a fartura de alimentação. Para as aves insetívoras o início do período de chuvas é favorável pois aumenta muito a quantidade de insetos. 

O final da estação seca favorece os frugívoros. O período de floração é ideal para os beija-flores. Granívoros são dependentes da maturação das sementes. 

A adaptação das aves às espécies vegetais faz com que seus ciclos reprodutivos tenham um cronograma correspondente, isto é, o período de floração, frutificação e amadurecimento dos frutos irá coincidir com o período reprodutivo de muitas espécies de aves que se utilizam dos produtos da espécie vegetal em questão. 

O material para a construção dos ninhos também será importante para algumas espécies. A paina, conseguida apenas em determinada época do ano, é um material utilizado por beija-flores na construção do ninho. 

A lama úmida é necessária na construção dos ninhos de João-de-barro (Furnarius 28 rufus), e esse material estará disponível após as chuvas. 

No caso das aves do Brasil a época reprodutiva é descrita geralmente como sendo entre setembro a janeiro. 

Para as aves do município de São Paulo foram observadas atividade de construção de ninhos com três meses de antecedência nos meses de junho, julho e agosto para o pombodoméstico (Columba livia), caracara (Poliborus plancus), asa-branca (Columba picazuro), bentevi (Pitangus sulphuratus), Sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca), rolinha-caldo-de-feijão (Columbina talpacoti), tico-tico (Zonotrichia capensis) e sebinho-relógio (Todirostrum cinerium). 

Segundo a literatura especializada, a maior atividade de reprodução concentra-se em outubro, enquanto a menor ocorre em abril e maio. 

Considerando a escassez de áreas verdes na cidade onde a avifauna possa se abrigar, alimentar e reproduzir, assim como a preocupação crescente da comunidade em relação as questões ambientais, um planejamento da poda de árvores para o primeiro semestre, principalmente para os meses de abril e maio, minimiza os impactos negativos sobre as aves.


Para ter acesso ao Manual Completo de Podas de Árvores da Prefeitura de São Paulo

(click no link abaixo / Arquivo em PDF)




Fontes: 


1- *Imagem da internet, meramente ilustrativa.
http://www.plantasonya.com.br/category/podas

Referências:

FERREIRA, F.A. Patologia Florestal: principais doenças florestais no Brasil. Sociedade de Investigações Florestais: Viçosa-MG. 570p., 1989.

MULLICK, D.B. The non-especific nature of defense in bark and wood during wounding, insect and pathogen attack. In: Lowes. F.A. e Runeckles, V.C. Recent advances in phytochemistry. v.11, p. 395- 441, 1977.

SASAKI, R.H.; POMPÉIA, S.L.; CAMPOS, T.M.S. Podas em arborização urbana. PMSP-SSO-DEPAVE; Boletim Técnico no. 1, 25p. 1985.

SEITZ, R.A. A Poda de Árvores Urbanas. Fupef-UFPR. Série Técnica no. 19, Curitiba-PR, 41p. 2003.

SHIGO, A.L. Tree decay – an expanded concept. Washington, USA, USDA, Forest Service. Bulletin number 69, 72p. 1979.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO \ Eletropaulo \ Guia de Arborização Urbana. Eletropaulo S/A .

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO \ Manual Técnico de Arborização Urbana . Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Edição revista e ampliada por José Fernando Pacheco. Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro - RJ, 1997.



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