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| (imagem da internet*) |
A
greve dos servidores do Ministério das Relações Exteriores que começa hoje (12)
no Brasil e no exterior tem como principais reivindicações o pagamento em dia
do auxílio-moradia no exterior e os reajustes salariais de assistentes de
chancelaria, diplomatas e oficiais de chancelaria.
Embaixadas e consulados no
exterior com fuso horário à frente do brasileiro, na África, Ásia, Europa e
Oceania já iniciaram a paralisação.
Para
avaliar o alcance e a condução do movimento, a presidenta do Sindicato Nacional
dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty), Sandra
Maria Nepomuceno, convocou uma assembleia para discutir as ações dos grevistas,
a continuação da paralisação, além de apresentar o balanço da reunião de ontem
(11) em Brasília entre o sindicato e o Departamento do Serviço Exterior do
Itamaraty.
Outras
reivindicações da pauta são a concessão automática de passaporte diplomático a
todos os membros do Serviço Exterior Brasileiro, que não contempla os
assistentes de chancelaria; além de regras para os plantões consular,
diplomático e dos setores de comunicações dos postos no exterior, que hoje não
têm regime de compensação de horas para quem realiza os plantões.
A
oficial de chancelaria Ivana Lima entrou no ministério em 2007 e há um ano e
oito meses vive em Atlanta. Ela participa do movimento grevista e explicou como
a irregularidade do pagamento dos alugueis afetam seu orçamento doméstico.
Segundo ela, o valor do aluguel da casa onde mora equivale a três quartos do
salário líquido.
“Irregularidades
no pagamento como atrasos de um ou dois meses já aconteceram antes, mas de
agosto de 2014 para cá tivemos atrasos de três ou quatro meses”, conta. Segundo
ela para manter o aluguel em dia, foi preciso recorrer às reservas, empréstimos
e cartões de créditos. "Vivemos no vermelho e não podemos planejar
nada", acrescenta ela, que é casada e tem um filho.
Filiada ao Sindicato,
Ivana defende que seja firmado acordo escrito pelo Itamaraty com o compromisso
de regularização do pagamento do auxílio-moradia no exterior.
O
Itamaraty reconhece as dificuldades para cumprir o compromisso. Em um ofício
enviado pelo ministério ao sindicato no dia 16 de abril, o Itamaraty afirmou se
solidarizar com o pleito da regularização e pagamento dos auxílios atrasados, e
informou estar empenhado na obtenção da verba para o repasse.
Segundo o ofício,
o saldo destinado para este tipo de despesa é insuficiente.
O impacto do atraso afeta todos os servidores e é mais grave em cidades
com alto custo de vida. Osvaldo Nascimento é casado com uma oficial de
Chancelaria e vive em Camberra. Eles têm três filhos de 17 anos, 14 anos e 12
anos. Ele disse à Agência Brasil que a família já usou todas
as economias que tinha por causa do pagamento atrasado e o que ajuda a
minimizar é o fato de que ele pode trabalhar.
“Mas
trabalho pelo dinheiro e estou fora da minha carreira", pondera. "O
visto de trabalho que tenho é limitado e aqui trabalho carregando malas em um
hotel e como lavador de pratos”, diz Osvaldo que, no Brasil, era professor
universitário de português em Brasília. A família vive fora há oito anos. O
primeiro posto foi em Tóquio e agora em Camberra.
Com
relação à reivindicação salarial, o Sinditamaraty informa que, em 2008, os
diplomatas tiveram reajuste salarial, mas os assistentes e oficiais de
chancelaria não receberam aumento.
SAIBA MAIS:
Criado em 12/05/15
07h28 e atualizado em 12/05/15 08h18
Por Leandra Felipe - Correspondente da Agencia Brasil/EBC Edição: Talita Cavalcante
Fonte: Agência Brasil
* imagem da internet, de caráter meramente ilustrativo

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