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sexta-feira, 25 de março de 2016

SEXTA-FEIRA SANTA: PAIXÃO DO SENHOR.


Significado da Sexta-Feira Santa



A Sexta-feira Santa, ou Sexta-feira da Paixão, é a Sexta-feira antes do Domingo de Páscoa. É a data em que os cristãos lembram o julgamento, Paixão, Crucificação, Morte e Sepultamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos. 

Segundo a tradição cristã, a Ressurreição de Cristo aconteceu no domingo seguinte ao dia 14 de Nisã, no calendário hebraico. A mesma tradição refere ser esse o terceiro dia desde a morte. Assim, contando a partir do domingo, e sabendo que o costume judaico, tal como o romano, contava o primeiro e o último dia, chega-se à sexta-feira como dia da Morte de Cristo.

A Sexta-feira Santa é um feriado móvel que serve de referência para outras datas. É calculado como sendo a primeira Sexta-feira de lua cheia após o equinócio de outono no hemisfério sul ou o equinócio de primavera no hemisfério norte, podendo ocorrer entre 22 de março e 25 de abril.

Na Igreja Católica, este dia pertence ao Tríduo Pascal, o mais importante período do ano litúrgico. A Igreja celebra e contempla a Paixão e Morte de Cristo, pelo que é o único dia em que não se celebra, em absoluto, a Eucaristia.

Por ser um dia em que se contempla de modo especial Cristo Crucificado, as regras litúrgicas prescrevem que neste dia e no seguinte (Sábado Santo) se Venere o Crucifixo com o gesto da genuflexão, ou seja, de joelhos.

No entanto, mesmo sem a celebração da Santa Missa, tem lugar, no rito romano, uma celebração litúrgica própria deste dia. Tal celebração tem alguma semelhança com a celebração da Eucaristia, na sua estrutura, mas difere essencialmente desta pelo fato de não ter Oração eucarística, a mais importante parte da Missa Católica.

A celebração da Morte do Senhor consiste, resumidamente, na Adoração de Cristo Crucificado, precedida por uma liturgia da Palavra e seguida pela Comunhão Eucarística dos participantes. Presidida por um presbítero ou bispo, paramentado como para a Missa, de cor vermelha, a celebração segue esta estrutura:

Entrada em silêncio do presidente e dos ministros, que se prostram em adoração diante do altar oração colecta;

Liturgia da Palavra: leitura do livro de Isaías (quarto cântico do servo de Javé, Is 52,13-53,12), salmo 31 (30), leitura da Epístola aos Hebreus (Hebr 4, 14-16; 5, 7-9), aclamação ao Evangelho e leitura do Evangelho da Paixão segundo João (Jo 18,1-19,42, geralmente em forma dialogada);

Homilia e silêncio de reflexão;

Oração Universal, mais longa e solene do que a da missa, seguindo o esquema intenção – silêncio – oração do presidente;

Adoração da Cruz: a cruz é apresentada aos fiéis e adorada ao som de cânticos;

Pai Nosso;

Comunhão dos fiéis presentes. Toma-se pão consagrado no dia anterior, Quinta-Feira Santa.
Oração depois da comunhão;

Oração sobre o povo. 


A veneração da cruz, símbolo da salvação, pretende dar expressão concreta à Adoração de Cristo Crucificado.

A Comunhão Eucarística é, para a Igreja, a forma mais perfeita de união com o Mistério Pascal de Cristo, e por isso é um ponto culminante na união dos fiéis com Cristo Crucificado. O fato de se comungar do pão consagrado no dia anterior vem exprimir e reforçar a unidade de todo o Tríduo Pascal.

Além da celebração da Paixão do Senhor, rezam-se as diversas horas litúrgicas da Liturgia das Horas.

A Igreja exorta os fiéis a que neste dia observem alguns sinais de penitência, em respeito e veneração pela morte de Cristo. Assim, convida-os à prática do jejum e da abstinência da carne.

Exercícios piedosos, como a Via Sacra e o Rosário, são também recomendados como forma de assinalar este dia especialmente importante para a fé cristã.





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