Até o momento, foram vacinadas cerca de 19 milhões de pessoas, 38,6% do
público-alvo. A vacina é segura e previne casos graves da doença.
Balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta
quinta-feira (21) indica que 19,1 milhões de pessoas se vacinaram contra a
gripe. O número representa 38,6% do público-alvo, formado por 49,7 milhões de
pessoas mais vulneráveis para complicações da gripe. A meta é vacinar 80% do
público prioritário durante o período da campanha nacional que encerra nesta
sexta-feira (22).
Dentre os grupos prioritários à
vacinação, as puérperas apresentam, até o momento, a maior cobertura, com
193.753 doses aplicadas, o que representa 54,15% das mulheres até 45 dias após
o parto. Em seguida estão os idosos, com 9 milhões (43,28%) de vacinados; 4,8
milhões (37,9%) de crianças de seis meses a menores de cinco anos foram
vacinadas; nas gestantes foram aplicadas 802,3 mil doses (36,86%); e os
trabalhadores da saúde, com 1,3 milhão doses aplicadas (32,91%). Com 174,6 mil
doses aplicadas, 28,8% dos indígenas já foram vacinados. Como a vacinação deste
grupo é realizada em áreas remotas, a atualização dos dados segue outra
dinâmica. Também foram aplicadas 2,8 milhões de doses nos grupos de pessoas com
comorbidade, população privada de liberdade e trabalhadores do sistema
prisional.
O secretário de Vigilância em
Saúde, do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, convoca as pessoas que compõem o
público-alvo a procurar um posto de vacinação e garantir sua proteção contra a
gripe no inverno. “Essa é uma vacina muito importante para a saúde da
população, pois ajuda a reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por
pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.
Portanto, as pessoas que são integrantes do grupo prioritário devem procurar um
dos postos de vacinação para fazer a prevenção contra gripe”, ressalta.
Mais de 54 milhões de doses da
vacina estão sendo disponibilizadas, pelo Ministério da Saúde, aos estados e
municípios para garantir a proteção de cerca de 49,7 milhões de pessoas. A
vacina protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela
Organização Mundial de Saúde (OMS) para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza
B). O período de maior circulação da gripe vai de final de maio a agosto. A
após da administração da dose, o corpo leva de duas a três semanas para gerar
as proteções contra a gripe.
PÚBLICO-ALVO – Desde o dia 4 de maio, a vacina está disponível
para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou
mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45
dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema
prisional e pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com
outras condições clínicas especiais. É importante levar o cartão de vacinação e
o documento de identificação para receber a dose. As pessoas com doenças
crônicas ou com outras condições clínicas especiais também precisam apresentar
prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina.
Pacientes cadastrados em
programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS)
deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a dose,
sem necessidade de prescrição médica.
MEDIDAS DE PREVENÇÃO – A transmissão dos vírus influenza acontece
por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela
pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das
mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos,
nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de
cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como: lavar as
mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar
tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal.
Em caso de síndrome gripal,
deve-se procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. A vacina contra a
gripe não é capaz de eliminar a doença ou impedir a circulação do vírus, por
isso, as medidas de prevenção são muito importantes, particularmente durante o
período de maior circulação viral, entre os meses de junho e agosto.
Também é importante lembrar que,
mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe - especialmente
se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações - devem procurar,
imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na
garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações.
Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três
dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.
REAÇÕES ADVERSAS – Após a aplicação da vacina, podem ocorrer,
de forma rara, dor no local da injeção, eritema e enrijecimento. São
manifestações consideradas benignas, cujos efeitos costumam passar em 48 horas.
A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática
prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada
a ovo de galinha e seus derivados. É importante procurar o médico para mais
orientações.
Total de doses aplicadas (exceto em pessoas com morbidades,
população privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional)
Portal da Saúde SUS



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